quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Lost in translation.


Quantas pessoas, lugares, situações e assuntos desconexos. Quanta ausência.

Estou cercada de vida, mas me sinto morta. É um tédio tão grande esperar sempre mais de tudo, e ser sempre assim...

Festas, bebidas, cigarros, músicas, tudo calculado para tirar minha dor de foco. Funciona, claro que sim! Porque não funcionaria? Só não dura o tempo necessário.

Enquanto estou entorpecida com esse teatro improvisado pela vida, tudo é belo o bastante para me ofuscar. Mas quando volto e me deito, a dor aumenta e a consciência de que me iludi novamente falta me matar.

Nessa vida de encontros e desencontros, acabamos encontrando alguém para nos mostrar que não somos os únicos a carregar essa dor incompreendida.

Para doar um pouco de vida, dividir um pouco de alegria.

Afinal onde estamos? Quem somos?

"- Eu devo me preocupar com você?
- Só se você quiser.”

"Everybody wants to be found."

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Recordações.

Hoje me peguei pensando em tudo aquilo que já julguei ser importante pra minha vida. De quantas vezes fiquei apegada a algo, jurando alto, fazendo planos em cima de indecisões e certezas passageiras. Quantas vezes cheguei a acreditar no inacreditável, dei crédito a quem não devia e até mesmo transformei simples pessoas em heroínas. Já perdi as contas. Atitudes tais que me transformaram na pessoa que sou hoje. Posso dizer que tudo isso, mesmo no momento me soando como perda negativa, me acrescentou muito. Acabei percebendo que pessoas importantes podem deixar de ser, que grandes decepções podem apagar toda uma história e que as perdas, na maior parte dos casos, não são insubstituíveis. Dias, ocasiões, passeios, músicas, filmes, sorrisos, abraços e principalmente o tempo vão tratando de levar tudo o que já se foi; embora. Deixando apenas uma lembrança amena. Hoje já me conformei e aceitei que por pior que eu esteja, sempre vai haver um amanhã, com um sol maravilhoso, uma série de coisas para fazer e pessoas incríveis para me impulsionar a continuar levantando todo dia, sorrindo e aprendendo com tudo que se passa. E o que eu me indago por vezes é o porque de continuar cometendo as mesmas atrocidades. De certa maneira, mesmo às vezes me mantendo um pouco pé atrás, eu não consigo ser tão amargurada e prefiro me machucar quantas vezes for, só para ter a certeza. Entre a indecisão e me manter ilesa, prefiro me arriscar e ter a certeza. Eu não perco a esperança nas pessoas em momento algum. Pois cada acerto me deixa realizada por completo. E mesmo vez ou outra me decepcionando, é o acerto que me faz continuar arriscando e tendo fé na vida, acreditando que é possível sim me encontrar mesmo me perdendo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Amenos.


Se você soubesse a falta que você tem feito nesses dias

Quando me sinto assim e tudo vai me sufocando devagar

Os dias vão passando apertado, a ausência vai levando tudo embora

Até aquela música que eu gostava tanto de ouvir, por me levar até você está perdendo o efeito, ta ficando morna...

Você deixara morrer?

Você me dizia um está bem tão terno, que tudo ficava realmente bem

Bate uma saudade sabe? De quando esse choro sufocado não nascia em mim

E quando me dava esse desespero você sempre me ajudava

De certa forma, mesmo sozinha, eu não era tão só assim

Você compartilhava comigo, e já não me pesava tanto

Tenho me escondido de tudo e vou me manter assim quietinha

Eu sei que no fim tudo vai parando aos poucos e se apaga

A falta vai se despedindo devagarzinho, está preste a parar de vez

Ainda me deparo com vontade de saber de você

e como vai seus novos rumos

Mas estou procurando me encontrar em outros caminhos

Mas...

Se eu te contasse tudo claramente, você aceitaria?

Se eu te explicasse detalhadamente, você me entenderia?

Se eu me arriscasse, você se arriscaria?


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Simplesmente não sei.

Não sei ser essa garota que você fantasiou e insiste em encaixá-la no meu perfil. Não sei falar assim tão sério sobre essas futilidades da vida e tratar banalidade com tamanha importância, tão pouco me impressionar com essas palavras que não sabem o peso que tem, a responsabilidade que causa e a dor que provoca. Não consigo ser está pessoa previsível e equilibrada, sorridente e tão bem humorada, que se encanta tão facilmente com as futilidades programadas. Por mais que vez ou outra você consiga encontrar algum ponto de semelhança, algo que te faça acreditar que eu posso vir a ser essa pessoa que você fantasiou tão sabiamente, não vejo motivos para se iludir e tentar em vão me moldar a sua forma.

Porque enquanto o mundo todo se dedica ao óbvio eu me dedico a correr em direção contraria, só para viver o inesperado. Não sei lidar com rotinas, roteiros prontos e situações tão programadas. Eu vivo o novo, o intenso, o agora. Sou apenas uma pessoa que esqueceu de crescer, só para continuar admirando as coisas belas da vida, vendo graça no mundo, rindo e me divertindo com essas situações. Por isso não se iluda, não tente me moldar a tua forma. Porque eu simplesmente só sei ser assim.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Utopia.

Quantos sonhos complacentes e felizes embarcados nessa vivência mórbida. Como é bom poder viver essa realidade paralela, que me faz acreditar ainda mais em você. Ser exatamente assim e te ver exatamente assim, me apaixonar pelo seu jeito simples e tão sofisticado de ser. Olhar-te nos olhos, horas e horas a fundo, sem titubear e me sentir tão compreendida. Bagunçar teu cabelo, me encantar no seu sorriso e poder te abraçar eternizado, é como se a vida fizesse todo sentido sendo assim. Tudo adquiriu sentidos distintos e está soando demasiadamente belo. O cenário mudou completamente, está com cores novas e vivas que se misturam nesse teu jeito de falar lento e educado, que sempre me prende a você de maneira tal que nem ao menos sei explicar. Você me soa como a mais bela canção, e eu passo horas te escutando e me recordando de toda aquela emoção. Seu companheirismo requintado transformou meu texto triste em pura paixão. E embora as horas corram depressa, você continua sempre aqui e ali, e sempre me faz rir assim sem razão. As horas passam, mas você não, e até os dias de mais intensa solidão, já não me dói tanto. Mesmo sabendo que você não faz parte de todo esse acalanto, eu continuo aqui te escrevendo, compondo e acreditando cada dia mais em você. E deste sonho não há ninguém que me faça acordar. Pois você é toda a realidade contida, todo desejo perdido, toda paixão despercebida. Você é todo o amor que não há. E quem será capaz de me provar e distinguir o real do irreal?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Cinzentos.

Ontem ao encostar a cabeça no travesseiro, me veio aquela mesma sensação que há tempos eu não queria encontrar e uma vozinha lá no fundo do meu inconsciente me disse algo como ‘não se traia de novo, não se torne essa garota alucinada e perdida, que sonha e acredita nessas fantasias irreais’.
Por um segundo eu não soube definir se tudo que estou vivendo é um sonho, um pesadelo ou só reflexos de uma vida pacata. Eu sempre sei dos perigos, eu sempre penso em tudo, nos mínimos detalhes, em todas as conseqüências possíveis. Mas nunca consigo me polpar dos estragos, por pior que tudo possa parecer, eu pulo de cabeça e quando abro os olhos já estou aos pedaços no chão.
Por mais familiar que essas situações sejam, algo de muito diferente aconteceu. Meu olhar não se desviou do teu, o nosso silêncio se entendeu e me senti paralisada perante a nossa conversa que dizia tudo sem uma só palavra.
E agora eu me perdi, não sei se fico, se vou, se corro, se me escondo. Como meu grande amigo sempre me recordava ‘nada é em vão’. Será que tudo que passei foi simplesmente para me provar que ainda não esta na hora de se atirar de novo, ou é o contrario? Foi um sinal de alerta? Um sinal de paranóia constante?
E onde era ausência nasce o desespero, onde era certeza nasce a indecisão.
Só me resta essa pontinha de agonia, essa dúvida. E por fim fica sempre essa minha grande companheira constante, a minha dor, que às vezes vai embora e me enche de novos ares, de vida, de certezas. Mas sempre volta para acinzentar os dias.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Respostas.

Eu tenho sempre tanta coisa pra lhe contar, que às vezes me perco nesse meu jeito meio distraído. Afogo-te nesses palavreados desconexos, no meu falar inconseqüente, na minha falta de tato com as coisas. E embora você insista em me enxergar como a garota sem sentimentos, eu continuo desviando o olhar para você não enxergar através dos meus olhos essa garota forte por fora e fraca por dentro.
E hoje eu lhe dedico esse texto, pra você que sempre me sorri terno e compartilha desses gostos tão similares. Que por vezes me alegra tanto com teu jeito leve de ser e outras me agride com suas opiniões fortes.
Você é algo para se agradecer todo dia, por me fazer companhia, entre tantas diferenças.
Você é o garoto que briga e me xinga, mas por vezes me elogia e exalta todo meu ser.
Você mais que um simples garoto é um companheiro, um parceiro, uma amigo para se admirar.
Um texto um pouco diferente dos demais, para alguém verdadeiro, que não existe só em sonhos. Um texto não abstrato, com um objetivo definido. Por fim lhe agradeço por ser o que é, exatamente assim e principalmente, por existir e deixar os dias mais leves, amenos e divertidos.