segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ser.

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Vivi, conheci, senti, sorri, chorei, gritei, me decepcionei. Quis, consegui, realizei, cantei, dancei, me perdi. Cansei, desisti, resmunguei, me amargurei. Desacreditei, esqueci e segui. Segui assim mesmo, já meio cansada, com olhar pousado de quem assiste a vida ao longe, já sem grandes contatos. Observei atentamente a tudo, me reservei e ainda assim sofri dores que não me pertenciam. Sonhei, criei, fantasiei e vivi amores surrealistas. Crie fórmulas para me afastar de toda a realidade que não se adaptavam a minha forma. Depois de viver anos de dias repetidos, de vida utópica, de angústia contida eu pude ver o sol. Pude visualizar o nascer do sol mais belo e nas últimas chuvas de lágrimas reguei a terra estéril que brotou pureza. Floresceu esse amor tão lindo. Essa beleza frágil que me comove e desnorteia.

4 comentários:

Anônimo disse...

Desnorteia...

as pessoas dizem que querem descobrir de onde vieram, porque estão, pra onde irão, mas no fundo, bem lá no fundo, a vida se resume mesmo a essa vontade estranha de se perder. E isso é bastante bom!


Beijo, 1000!
Te cuida, mocinha das joaninhas!
;)

Taah disse...

Eu me encontrei taanto nesse seu textinhooo
*__*


*:

Anônimo disse...

Me deixou sem palavras esse texto. Lindo lindo lindo lindo lindo!

Beeeijo

Mariana Dandara * disse...

muito muito lindo.

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