quinta-feira, 30 de abril de 2009

Rumo ao infinito

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Quero tanto me encontrar, que meu semblante plácido se desfez em desespero. Não sei que rumo tomei para chegar nesse presente corrosivo. Ultimamente tenho pensando muito no porque das coisas, isso enlouquece, mas queria saber por qual motivo especial estou aqui. Ontem pude ver um feixe de luz, pequeno e ofuscado, através de um garoto profeta que gritava alto ao som da modernidade. Dizia que a vida é muito mais do que essa rotina desenfreada, a vida tem uma razão e que ele veio promover a vida. Eu olhei com tanta fé e esperança, talvez estivesse cravado nele algo que perdi por ai. Não gosto muito dessa idéia de vida planejada, comigo as coisas sempre foram acontecendo e se acomodando e transformando, sem muita premeditação. Mas acho que esse moinho automático travou, ta tudo assim sem foco. Se pelo menos houvesse alguma dica, eu largaria tudo e mudaria o roteiro. Se houvesse garantia de final feliz, assumiria o que tanto quis. Mas a vida me poda, as pessoas me travam. E o mais triste é saber que eu permiti.

2 comentários:

Mónica Arroyo Parra disse...

Hola bonito tu blog y tu país también, me encanta, saludos desde Chile.

TATIANA disse...

Oi Camila!Quanto tempo não leio suas postagens, mas vejo que continua escrevendo coisas encantadoras.Adorei esse texto.Ele expressa o que muitos sentem(incluindo eu...rsrs). A vida realemnte é enigmática e os porquês sem respostas enlouquecem, principalmente quanto não se tem fé...
Bjs!

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