Você me diz com a boca o que seus olhos desmentem. Diz estar satisfeito com sua vida e segue por ai rindo com um sorriso que não quer mais sorrir, uma felicidade que não se encontra mais. Tenta me convencer que adora a vida que tem, mas eu continuo lhe vendo pelas esquinas, se matando aos poucos. Se eu pudesse abrir sua percepção para essas coisas tão simples, mas você já perdeu a vontade de enxergar além e parece que só você não percebeu. Talvez um dia sem tantas cobranças pudesse resolver, você poderia entender que na vida nem tudo da certo, mas que o fundamental é saber admirar que as coisas que não dão errado é que fazem essa existência valer a pena. Tirar uma noite para rir simplesmente, admirar a lua e as estrelas, cantar e dançar qualquer coisa que glorifique a vida. Eu já me curvei demais para lhe levantar e minhas costas doem, minha vontade de te ajudar foi apagada pelo seu sorriso borrado de falsa felicidade. O mundo inteiro grita para que você prossiga e continue a se arrastar ridiculamente sem rumo. E talvez todos já tenham visto o que só você não consegue enxergar. Enquanto você não tomar as rédeas de sua própria vida, a correnteza do mundo vai continuar te levando para onde a maré quebra, escolhendo seus caminhos, que estão longe de serem os melhores. Você pode até brincar de surfar sobre as suas tristezas, mas cuidado para não perder suas forças, pois dessa vez o único que pode lhe ajudar, é você mesmo.
domingo, 16 de dezembro de 2007
Viva!
Você me diz com a boca o que seus olhos desmentem. Diz estar satisfeito com sua vida e segue por ai rindo com um sorriso que não quer mais sorrir, uma felicidade que não se encontra mais. Tenta me convencer que adora a vida que tem, mas eu continuo lhe vendo pelas esquinas, se matando aos poucos. Se eu pudesse abrir sua percepção para essas coisas tão simples, mas você já perdeu a vontade de enxergar além e parece que só você não percebeu. Talvez um dia sem tantas cobranças pudesse resolver, você poderia entender que na vida nem tudo da certo, mas que o fundamental é saber admirar que as coisas que não dão errado é que fazem essa existência valer a pena. Tirar uma noite para rir simplesmente, admirar a lua e as estrelas, cantar e dançar qualquer coisa que glorifique a vida. Eu já me curvei demais para lhe levantar e minhas costas doem, minha vontade de te ajudar foi apagada pelo seu sorriso borrado de falsa felicidade. O mundo inteiro grita para que você prossiga e continue a se arrastar ridiculamente sem rumo. E talvez todos já tenham visto o que só você não consegue enxergar. Enquanto você não tomar as rédeas de sua própria vida, a correnteza do mundo vai continuar te levando para onde a maré quebra, escolhendo seus caminhos, que estão longe de serem os melhores. Você pode até brincar de surfar sobre as suas tristezas, mas cuidado para não perder suas forças, pois dessa vez o único que pode lhe ajudar, é você mesmo.
domingo, 9 de dezembro de 2007
Amanhã.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Caquinhos.

Os dias, as semanas, os meses e os anos passam e eu continuo a mesma, embora completamente diferente. Continuo buscando e correndo sempre para o lado mais difícil da vida, querendo encontrar respostas que não existem. Mesmo mudando tanto, continuo com aquelas manias que eu nunca deveria conservar. Ainda me vejo juntando os seus caquinhos e eu que pensava que você só queria me trazer felicidade, me vejo aqui juntando inúmeros caquinhos, que me lembram qualquer coisa sobre você, mas continuam não me levando a lugar algum. E cada um desses pedacinhos de você, que vez ou outra deparo por ai, me fazem transbordar de saudade e dor. Já perdi as contas dos dias, dos caquinhos, dos choros e até mesmo do tamanho da minha dor e arrependimento. Continuo encontrando no sofrimento um ótimo ambiente para me aconchegar e me inspirar. Mas hoje num ato súbito de vida, joguei todos os teus caquinhos pro ar. Milhares deles, vários pedacinhos de você soltos em cada cantinho, a perder de vista. Foi como me libertar de correntes, que eu mesma havia criado. Fiquei cheia de vida, louca para retomar meus sintomas de felicidade. E eu quis novamente cantar e sair por ai, e usar aquele vestido rodado, tomar sorvete, ir naquele show que nunca tive a oportunidade, rir para os cães e para os bebes na rua, tomar um banho de chuva e tudo mais. Finalmente eu quis viver de novo, chutar as tristezas vãs e encontrar novos rostos, sorrisos e companhias para seguir distraindo a vida. E agora com a total consciência de que posso vir a encontrar caquinhos teus por ai, mas com a sabedoria de que mesmo se um dia eu viesse juntar todos eles e transformar tantos caquinhos em uma só coisa, o meu sacrifício, o tempo e a dedicação gasta não compensariam em nada. Aceitei por fim, que há determinadas coisas, assim como os caquinhos, que por mais que você dê tudo de si para voltar a sua antiga forma, não a cola que transforme.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
A flor.

Enquanto esperava o ônibus, duas senhoras se aproximaram e iniciaram um assunto qualquer. Falavam sobre os colares, o cabelo, as alegrias e a vida em si. Eu como sempre, pouco interativa não consegui render muito assunto, e logo o papo acabou. Até que insatisfeitas com a demora do ônibus, começaram uma discussão. “Mas esse ônibus não vem nunca”, “dessa maneira o melhor é ficar em casa, ou ir a pé”, “eu deveria ter ido para o outro ponto, pois lá o ônibus não demora”, “feriado é sempre essa tristeza, isso desanima qualquer um”...
Aquelas palavras foram me adentrando sem pedir licença, me enchendo de tristeza e tédio da vida. Eu também não estava satisfeita com a demora, mas a reclamação estava me esgotando muito mais. E eu tentava sem grande sucesso me manter aérea a tantas reclamações chulas e em vão, enquanto ambas insistiam em me envolver ainda mais naquele clima chato e cansativo. “Você não acha? É fora de brincadeira essa demora, o próximo deve vir só daqui à uma hora pelo visto! O céus porque eu não fui a pé...” Eu já estava praticamente enlouquecendo, quando um garotinho veio correndo em minha direção e me deu uma flor. Foi um ato tão inesperado pra mim, fiquei surpresa e sorri de uma forma única, como se todas aquelas palavras ruins tivessem enfim saído de mim, sorri agradecida. E ele me olhou tão terno e quando eu sorri foi como se ele tivesse ganho o dia, voltou correndo para o seu pai e lhe contou euforicamente.
Às vezes as pessoas complicam tanto as coisas e muitas vezes só precisamos de uma flor ou um simples sorriso.
domingo, 11 de novembro de 2007
Um texto para você!
Hoje eu não quero falar sobre os meus amores mal resolvidos, das minhas tristezas e muito menos dos meus problemas. Por hoje não vou focar o negativo. Porque enquanto essas coisas ruins acontecem, tem sempre um amigo disposto a tudo para me ver bem. Resolvi dedicar um texto a cada um de vocês, responsáveis por tudo isso. Um gostar tão puro, sincero e valioso que seria muita desconsideração da minha parte em não citá-los. Porque enquanto o mundo inteiro cria motivos para me fazer chorar, vocês me dão zilhões de motivos para continuar sorrindo e quando caiu e perco o animo de levantar e seguir em frente, vocês me levantam na marra. Sou eternamente grata a cada um de vocês, que me ajudam de forma direta ou indireta, que agüentam minhas constantes mudanças de humor, essas neuras, meus casos tão repetidos, minha impulsividade, meu jeito por vezes meio autista e até mesmo meu blog e meus textos. Eu poderia passar horas aqui dedicadas a descrever as lembranças que eu tenho: o abraço apertado que sufocou minhas dores e tornou as palavras desnecessárias, da mensagem sobre os reais valores de cada ser, dos depoimentos, das palavras certas, dos dias perfeitos que vocês me proporcionam... Amo cada um de vocês da forma mais intensa que conheço. Amo-os da maneira mais bonita e sincera que sou capaz. Dedico a vocês um texto simples, longe de conseguir descrever o bem que vocês me causam. Sou antes de tudo uma fã, é uma honra para mim ter amigos tão perfeitos. Amo-os em cada linha, frase, abraço, olhar. Amo-os, simplismente.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Fotografia.
Eu, você, nós dois...
Aqui neste terraço à beira-mar
O sol já vai caindo
E o seu olhar
Parece acompanhar a cor do mar
Você tem que ir embora
A tarde cai
Em cores se desfaz,
Escureceu
O sol caiu no mar
E aquela luz
Lá em baixo se acendeu
Você e eu
Eu, você, nós dois...
Sozinhos neste bar à meia-luz
E uma grande lua saiu do mar
Parece que este bar já vai fechar
E há sempre uma canção
Para contar
Aquela velha história
De um desejo
Que todas as canções
Têm pra contar
E veio aquele beijo
Aquele beijo
Aquele beijo
Tom Jobim

Sinto uma vontade gigante de saber o que se passa com você. De te mandar um e-mail, scrap, mensagem, carta, te ligar ou sei lá o que. Inventam tecnologia pra tudo, facilitam nossa comunicação. Porque diabos não facilitam a dor de gostar de alguém?
E esses garotos vêm de mansinho, como quem nada quer e declaram seu novo gostar semanal. Um gostar tão passageiro, tão efusivo, tão banal.
Que me faz lembrar de você, que eu já nem sei mais onde, quando ou como. Será que eu fui só um gostar semanal? Mas não é possível, logo você. Eu depositei minhas esperanças em você, confiei e até cheguei a acreditar que era possível. Pra que você fez isso afinal?
Que fosse ao menos sincero, antes a dor da verdade rasgada do que essa eterna interrogação. Essa dúvida que me mata, me faz perder a noção, falar coisas que eu nunca deveria dizer, mas continuo sempre dizendo. Porque o talvez não preenche nada, é como uma pergunta sem resposta. Um eterno três pontinhos, que vai me desfragmentando em partículas de dor. Uma dor que não sei se é em vão, intensa ou amena.
Uma dor agonizante, que dói mas eu não consigo identificar onde. Uma dor que apenas dói, com a dúvida de quando e como irá cessar.
