Quando vejo você, chegando assim, com esse sorriso que me ganha tão fácil, com seu fone de ouvido pendurado na camisa e seu olhar que me prende, embarco em outra dimensão. Penso apenas em como é bom te ver chegar assim ao longe, com seu fone, balançando para lá e para cá, me hipnotizando em sua direção. Você tem todo aquele kit essencial, a inteligência que sempre procurei e o bom senso que nunca encontrei. Tento não ser tão clichê e ridicularizada, mas quando paro para pensar, já sou na maior intensidade. Pois quando lhe vejo, minha única vontade é ficar para sempre envolvida no teu abraço. E os dias que passam sem a sua presença, eu fico assim meio amuada recordando o que já passou. Nesses dias o leãozinho, aquele que você me deu, me olha triste e inconformado. Ele tem um ar de carência e ingenuidade, e me olha por horas assim meio de lado. Acredito que ele entenda bem essas dores do querer demais. Sabe, por vezes brota uns sentimentos estranhos. Sinto um medo gigante de perder tudo por tão pouco. Perder a esperança, a alegria e todo o resto. Tantas vezes vivi um amor fugaz projetado apenas pela minha criatividade. Se você for apenas uma projeção que criei para me preencher, que seja, mas seja sempre e na maior intensidade. Tenho medo de voltar àquela busca sem fim e meio desacreditada. Meu coração encontra-se tão bem acolhido assim, chega a ser um vício. Um bom vício, do qual não quero me desfazer. Porque você se encaixa perfeitamente nos meus desejos mais profundos e principalmente no meu coração.
domingo, 29 de junho de 2008
Eu e você.
Quando vejo você, chegando assim, com esse sorriso que me ganha tão fácil, com seu fone de ouvido pendurado na camisa e seu olhar que me prende, embarco em outra dimensão. Penso apenas em como é bom te ver chegar assim ao longe, com seu fone, balançando para lá e para cá, me hipnotizando em sua direção. Você tem todo aquele kit essencial, a inteligência que sempre procurei e o bom senso que nunca encontrei. Tento não ser tão clichê e ridicularizada, mas quando paro para pensar, já sou na maior intensidade. Pois quando lhe vejo, minha única vontade é ficar para sempre envolvida no teu abraço. E os dias que passam sem a sua presença, eu fico assim meio amuada recordando o que já passou. Nesses dias o leãozinho, aquele que você me deu, me olha triste e inconformado. Ele tem um ar de carência e ingenuidade, e me olha por horas assim meio de lado. Acredito que ele entenda bem essas dores do querer demais. Sabe, por vezes brota uns sentimentos estranhos. Sinto um medo gigante de perder tudo por tão pouco. Perder a esperança, a alegria e todo o resto. Tantas vezes vivi um amor fugaz projetado apenas pela minha criatividade. Se você for apenas uma projeção que criei para me preencher, que seja, mas seja sempre e na maior intensidade. Tenho medo de voltar àquela busca sem fim e meio desacreditada. Meu coração encontra-se tão bem acolhido assim, chega a ser um vício. Um bom vício, do qual não quero me desfazer. Porque você se encaixa perfeitamente nos meus desejos mais profundos e principalmente no meu coração.
domingo, 22 de junho de 2008
Incertezas.
Vozes distantes vieram contestar a veracidade dos fatos, a intensidade do acaso. A cena se desfez e incorporou tristeza e confusão. Meu coração ficou tão apertado e confuso. Logo ele que acreditava tanto. Agora solta um suspiro assustado e teme o que virá. Os olhos já não querem ver o que está adiante. A cada passo é uma aventura nova, não há como saber quando tudo virá a desabar. Não encontro evidências que me incentivem a seguir, alicerces ainda estão sendo construídos.
Meus olhos se fecham para tudo que possa ferir. Passam horas lendo suas frases e gestos singelos, almejando um dia lhe desvendar. E nesses seus textos mais tristes, lacrimejam emoções. Tantas dúvidas e incertezas nascem em mim. Soa como tempestades na minha aridez. Hoje minha cabeça dói, a dúvida permanece e a saudade invade fazendo moradia em mim.
Simplesmente posso esperar
Aqui por você, uma eternidade
Uma tarde inteira
Simplesmente posso encontrar
Qualquer distração, ruas da cidade
Restos de uma feira
Tomo um atalho no largo
Só pra te perder
Enquanto olho os aviões
Nada tremeu no ar
Não vi nenhum sinal
Mesmo assim eu posso esperar
Marina Machado - Simplesmente
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Frio.
Frio. Muito frio. Faço um achocolatado bem quente que desce marcando trajetos. Embrulho-me no edredom, fecho os olhos e tento esquecer um pouco do muito que é tudo isso. Mas de nada adianta. Ando feito uma barata tonta atordoada. Sinto fome de algo que nunca comi, saudade de um lugar que nunca fui e nem ao menos sei se existe. Que estranho, parece que nada faz sentido. A TV só aumenta minha ânsia, tantos canais, mas por Deus é tudo igual? Em dias assim, nem meu violão obedece meus comandos. Toca desenfreado por cima da minha aflição. Nenhum lugar é confortável o bastante, passo a tarde toda inquieta. E penso, paro, mudo de lugar, tomo outro banho, medito e repenso. Toda essa sensação me lembra de coisas já esquecidas. De como tudo muda, mas permanece. De como era a minha infância e a maneira com que eu observava a tudo e todos. Chegava a ser engraçado, eu lá sentada assistindo ao longe as crianças nos seus patins a esborrachar-se no chão. E ao primeiro convite a se juntar à brincadeira eu não pensava duas vezes. Como é duro sentir demais e falar de menos. Ser tão frigida e tão derretida. Toda essa intensidade que me agonia e não me deixa em paz. Ligo novamente o computador e começo a escrever algo desconexo e sem rumo. Como é bom me desfazer deste peso. Palavras saem de mim e criam vida em outros ambientes. Ha sim, agora tudo faz sentido novamente.
domingo, 8 de junho de 2008
A garota dos sonhos.

Uma garota, uma simples garota. Formada principalmente por sonhos e desejos sutis. Sonhos tais que procuravam, sem mais esperança, espaço para transformar-se em vida. Ela seguia assim meio sem rumo com sua pesada bagagem. Não sabia onde poderia guardá-la com segurança. Sabia apenas que não deveria abandoná-la por ai.
Por vezes seus sonhos acumulavam e pesavam tanto que sua única vontade era descarregá-los em alguma esquina qualquer. Vez ou outra os transformava em textos e músicas ou simplesmente os libertava em filmes, livros e até mesmo nas suas fantasias reais. Fantasiava amores nunca vistos, vivia histórias que alimentavam seus inúmeros sonhos. Histórias ligeiras para não transpor sua ilusão.
Era vista por muitos como uma garota exigente, que se dedicava a alimentar sonhos por medo da realidade. Alguns passavam dias devotos tentando lhe convencer que seus sonhos eram em vão. Outros queriam fazer parte de toda essa fantasia, mas possuíam sonhos pequenos ou ligeiros demais.
Dias e mais dias. Tantos sonhos passados para trás, tantos outros ofuscados pela espera e falta de esperança. Ela já não acreditava mais, sua bagagem de sonhos tinha se tornado apenas um adereço tolo.
Vez ou outra a abria para checar. No fundo ela sabia que eram seus sonhos que a mantinha viva. Quando os via assim tão de perto ela enxergava motivos para continuar sua jornada, tudo adquiria cores e fazia sentido. Numa dessas vistorias, alguém a empurrou para dentro da bagagem. Ela se perdeu e hoje vive assim. Já não sabe mais o que é vida e o que é sonho. A vida virou um sonho, o sonho se tornou vida.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Gira-gira.
Hoje chorei todas as suas dores
Desejei resguardar-te no meu abraço
Só para não lhe ver tão só assim
Quis transferir o meu sorriso e um encanto
A doçura do meu pranto ingênuo
Para lhe ver seguir
Bolei milhões de fórmulas químicas
Almejei compostos capazes
De transformar toda sua lástima
Não quis ser apenas
Nem tampouco sentir somente
Essa frustração despercebida
Embora sua desventura não seja somente sua
E o mundo continue a girar sem esperar
por maiores magnificências
Posso sentir essa dor passível
Que embora presente em mim
Ainda não se fez valer
O mundo continua desenfreado
Com seu ligeiro e constante rumo
Já sem tem tempo para tantos abandonos ignorados
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Cores.
Quem poderia imaginar que os meus textos que falam sobre esses amores que nunca chegaram perto de ser amor, me trariam até você? E que entre tantos escritos tristes e borrados de angústia, uma luz disforme mudaria toda minha rota. Não sei bem, chega a ser confuso de tão simples. Como esse gostar brotou assim tão ligeiramente? Como pôde ocupar tão facilmente meu coração? Eu sei que esse meu gostar sempre tão raro e desenfreado por vezes se excede. Talvez amanhã você se transforme em apenas mais um texto triste entre tantos. Só gostaria que desse certo uma vez, dessa vez. A cada novo gostar a intensidade aumenta e a cada dia que passa eu consigo gostar ainda mais de você. Morro de medo de algum dia chegar ao limite, por gostar demais e explodir. Mesmo você implicando tanto com esse meu jeito de achar graça em tudo e com a minha forma meio direta de dizer as coisas. Ainda assim, eu não consigo te odiar, nem por um momento. Mesmo te conhecendo tão pouco, seu sorriso meio tímido me parece familiar e me passa uma confiança tal que nem sei explicar. Por fim durmo sorrindo por me fazer acreditar que meus sonhos não são tão impossíveis assim.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Bossa Nova.
Quero um amor assim, estilo bossa nova. Com frases e versos que exalam paixão. Imersa nessa maneira única, simples e sofisticada. Nessa batida que envolve e me leva. Um amor assim, para se ouvir horas e horas a fundo. Algo que possua esse poder de atração, que me prende, encanta e fascina tão facilmente. E que mesmo com o passar do tempo, que o seu significado permaneça intenso e seu sentimento continue vivo. Mas enquanto você não vem, cabe a mim, escutar de novo aquela canção que descreve o amor de forma alegre e poética. Embora tenha me soado demasiadamente triste nesses dias frios. A música segue e eu continuo ouvindo, cantando e te decompondo em versos. Componho essa espera em melodias bonitas, que pulsam a sonoridade do meu coração.
